Segunda-feira muito cedo, não é justo levantar-me antes do sol, café e cigarros, nada mais no horizonte. labuta incongruente que me drena cada hora deste dia infindável. Ainda é muito cedo.
A vida vai ficando mais dura, terça-feira chega rápido, a vida se perde em cada tique do relógio, o dia não começou , mas eu já estou de saco cheio, mais café e cigarros, e me faz doente imaginar as horas perdidas em uma tarefa sem sentido.
Quarta feira e tudo permanece, o dia à dia comsuma meu escárnio por toda essa rotina insólita. O peso do dia me arrasta consigo, mas só agora cheguei a metade, e todo dia se seguirá como os que o precederam. Muitos cafés e cigarros.
Quinta-feira, ainda muito cedo, o trânsito me incomoda, a fumaça dos carros me faz tossir, acendo um cigarro e mais café. Os dias passam e o pesar cresce, a vida passa e o fim nem ao menos pode ser vislumbrado no horizonte.
Sexta feira, quando vejo está claro, à minha volta muitos conhecidos, todos com cara de pesar, não me lembro do dia começar, foi muito rápido, quando me dei conta estava aqui, muitas velas acesas e todos parecem tristes, acho que deveria ser um aniversário, mas por que tanta tristeza? Todos caminhando com passos pesados, muito silêncio e velas demais.
Acho que amanhã não chegará!
terça-feira, 7 de outubro de 2008
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